terça-feira, janeiro 13, 2009

J.F. Eckersberg


Muito se tem falado sobre Max Romer, o artista alemão que teve prolifera produção por esta terra afortunada, contudo ; hoje proponho falar de um grande artista norueguês que viveu durante 2 anos na Madeira, entre 1852 e 1854 mais objectivamente.
Johan Frederick Eckersberg nasceu em Drammen a 16 Junho de 1822 e faleceu a 13 Julho de 1870 em Sandvika (sul da Noruega). Aquando uma estada profissional na Holanda (1838-41) , começou a interessar-se por arte holandesa antiga e aprendeu a copiar pinturas. Quando volta para Oslo, torna-se aluno na Tegneskolen e aprende a pintar paisagens. Posteriormente inscreveu-se na Academia de Dusseldorf sempre especializando-se em paisagem.
Terminado o seu período de aprendizagem, funda uma escola de pintura na então designada Christiania. A capital deste país, aliás passou por três nomes na sua história, primeiro como Christiania, depois Kristiania e finalmente Oslo.
Eckersberg foi mestre de Otto Ludvig Sinding, que por sua vez foi professor do nosso conhecido Max Romer em Paris.
Sabe-se muito pouco sobre a estada de J.F.Eckersberg na Madeira. Veio para cá com 30 anos e pintou uma série de paisagens madeirenses que compõem um álbum impresso pela Casa Just Autry & Ca. de Dusseldorf. Existem pelo menos nesse álbum, imagens da Penha d'Águia, Funchal, Rabaçal, São Vicente, São Jorge e Boaventura.
Em 1852 pinta esse belo quadro acima, relativo ao Cabo Girão. A entrada de Câmara de Lobos em todo o seu esplendor de tons vivos.A imponência do Cabo Girão é notória (que com certeza lhe trazia recordações dos penhascos noruegueses). Repare-se que o autor não se quis limitar à imagem "panorâmica" e inclui dois vindimadores e uma senhora trabalhadora. A vertente etnográfica está presente.
Este quadro é pois certamente, uma obra de grande importância, primeiro porque é um documento visual daquela época, e em segundo porque é a nossa terra vista por um forasteiro. Lamento só, que Eckersberg não tivesse permanecido mais tempo na Madeira, pois o enriquecimento do espólio visual da região seria ainda mais notório.
Este quadro pode ser visto "in loco" no Museu Quinta das Cruzes.
Para finalizar, saiba-se que na primavera de 2000 foi vendido um quadro seu intitulado "Fram Romsdalen,1867" (abaixo) por 2,3 milhões de coroas . Esta zona de Sandvika foi largamente pintada por Eckersberg e os seus pupilos.
Existe uma litografia deste quadro no Norsk Folkemuseum (que já tive a felicidade de visitar, embora não me recorde particularmente deste quadro).



quinta-feira, maio 29, 2008

Indy 4


Indy está de volta com o chicote e chapéu.E, apetece pegar no chicote e usá-lo em George Lucas, pois ele é que escreveu o argumento conjuntamente com Philip Kaufman, claro que Spielberg tem a sua quota parte nesta decepção...No entanto, acho que a principal falha é sem dúvida do argumento.
Começo a pensar que as sequelas devem ser realizadas em períodos curtos, uns após outros filmes, senão corre-se o risco de acontecer o que aconteceu com esta nova "desventura". Claro que hoje em dia já não é possível fazer um filme à 80's! Viva à melhor década de sempre: anos '80 !
Este Indy 4, não tem a magia, a espontaneidade, e a empatia que sentimos nos anteriores.Parece tudo feito à pressão e metodicamente, com o objectivo de funcionar como "blockbuster" , sem a beleza de um rasgo genuíno de criatividade.Falta a natural essência dos pequenos deliciosos pormenores dos predecessores. Existem muitas ideias copiadas dos anteriores, claro que isso é bom, porque nós queremos rever as "coisas" que fazem do Indy o Indy, mas falta imaginação!
Dou um exemplo: a cena da cobra nas areias movediças, foi nitidamente posta á força, até porque eles são novamente apanhados pelos Soviéticos e chega-se ao caricato de Indy pedir ao Ox: Ajuda...Ajuda?...
O filme começa bem, tal como muitos outros, ficamos logo rendidos à fotografia de Janusz Kaminski ,não é por acaso que Spielberg trabalha sempre com ele, (vejam os seus anteriores trabalhos em "Schindler's list" ou "Munich"). As cenas no armazém, no bar ou na sala de aula são imagens onde o uso da luz é sublime. Toda a recriação dos anos '50 é esplendorosa, e este é para mim um dos grandes trunfos desta longa-metragem.Alguns "gags" no princípio também resultam: achei muita piada à parte em que Laboeuf usa a cola refrigerante do estudante para molhar o seu pente ou quando Indy cai em cima de 2 soviéticos no carro, depois de ter calculado mal o seu salto com o chicote-aqui há o humor da auto-crítica da própria idade.
Adorei as cenas em que Indy está a ser hipnotizado, porque tem uns planos de um grande expressionismo, a "arte" da sombra e sua projecção do perfil de Indy e do seu chapéu na cortina é fantástico.Também, gostei de ver o lado académico e culto de Indy quando fala de arqueologia.
Como não podia deixar de ser, temos cenas de grande implausibilidade mas por 3 vezes...Quando caem das cascatas nada lhes acontece (mais uma ideia copiada do "Templo Perdido")
A banda sonora (sem me querer armar em perito de música) é agradável, mas repetitiva, longe da originalidade do 2º episódio "O Templo Perdido", tenho-a ouvido no computador, e é um "score" delicioso de John Williams.
Os actores estão bem, penso que Ford não faz mais porque o "script" não o permite, Cate Blanchett continua com uma grande aura e "chama" (apesar daquele cabelo, é sempre uma mulher interessante), Laboeuf cumpre o seu papel perfeitamente, Karen Allen está quase na mesma volvidos 27 anos depois de "Os Salteadores da arca perdida", Ray Winstone encarna bem o "inglês rafeiro" e John Hurt mal abre a boca...
Os meus receios confirmaram-se, depois de muitos anos e de muitas expectativas, o filme desilude. E, comecei logo a pressentir algo mal quando li que Lucas pretendeu não usar muitos efeitos especiais, para manter o realismo dos anteriores. Quando dizem isto, é que já abusaram dos CGI!... E, que tal não usarem efeitos? É, que de filme de aventuras passou a filme de fantástico para mim! Até metem "aliens", minha nossa! Sei que Spielberg é obcecado por extra-terrrestres (ET,Encontros Imediatos,Inteligência Artificial,Guerra dos Mundos) mas valha-nos paciência, extra-terrestres no Indy?!...
O filme acaba de forma, a jogar com as nossas expectativas para futuras sequelas, o chapéu voa até Mutt (ficamos logo com a ideia que ele continuará) mas de pronto Indy pega no seu chapéu , e ficamos na dúvida...
A verdade verdadinha é que Lucas desilude outra vez depois da 2ª trilogia da "Guerra das Estrelas", com os mesmos erros, excesso de digitalismos e perda da "magia"...
O filme não é mau, e dou-lhe 3 estrelas, pois há bons aspectos, mas ficamos sempre com a sensação que as pipocas podiam ter sabido mais...
E, isto é triste, porque assim "morre" uma "franchise" que foi das mais giras , e a melhor em termos de filmes de aventuras.Conhecem melhor filme de aventuras que Indiana Jones? Eu não...
Mas tenho cá um "feeling" que Batman será um excelente "blockbuster" para Julho...

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

ARTE FOTOGRÁFICA PURA


Quero partilhar com os prezados visitantes a este blog, provavelmente "a fotografia" que eu mais gosto de sempre!
Intitula-se "Dali Atomicus" e foi realizada pelo letão Phillippe Halsman em 1948.
Recordo-me que da primeira vez que a vislumbrei, então na aula de Fotojornalismo na Universidade Autónoma de Lisboa, fiquei completamente siderado! Era "Arte pura" em registo fotográfico! Fiquei boquiaberto e de olhos arregalados.

É Obviamente uma fotografia com uma grande carga de encenação, onde os adereços contribuem muito para o enriquecimento da imagem. Mas eu tanto gosto de fotografias simples como das muito produzidas.
A expressão "louca" de Dali, o rasto de água (visualmente irresistível), os gatos voando, a cadeira em suspensão assim como o cavalete, e todo o ambiente artístico de atelier perfazem uma foto verdadeiramente fabulosa plena de beleza e com conteúdo!
Parece que entramos na mente surrealista de Dali neste momento, e para sempre...
Hoje é possível fazer isto tudo em programas de edição de imagem, mas não requer a criatividade, dificuldade, paciência e originalidade que teve então.
É também um documento da época e dos intervenientes, que traduz perfeitamente os estilos e personalidades destes 2 grandes artistas (por um lado o "surreal" de Dali e por outro o conceito de "Jumpology" que Halsman desenvolveu).
Para mim é a fotografia que exterioriza melhor toda a genialidade e fantasia de um dos homens mais admiráveis e peculiares que a humanidade conheceu.
Se ainda alguém tiver a estúpida ousadia de dizer que fotografia não (poder) ser Arte, esta é a melhor resposta a esses fotocépticos.

Conta-se que à contagem de "três!" os assistentes de Halsmann lançaram os 3 gatos e um balde de água e aos "quatro!" Dali saltou , enquanto a mulher de Halsmann segurou na cadeira do lado esquerdo, estando os cavaletes suspensos por cordéis.
Foram precisas 26 tentativas e 5 horas para alcançar o resultado que Halsmann pretendia.
A fotografia teve o título de "Dali Atomicus" por causa do quadro de Dali: "Leda Atomica", o quadro aparece do lado direito da imagem.
Estávamos nos anos 40, na era atómica, e o quadro e a fotografia reflectem a ideia que tudo devia estar em suspensão, como o átomo.
A fotografia foi publicada com honras de destaque de 2 páginas na revista Life.
Dali e Halsman colaboraram artisticamente mais de 40 anos, incluindo 32 fotografias para o livro "Dali's moustache".

A título de curiosidade, em baixo, podemos ver "Leda Atómica" de Dali (Gala, mulher de Dali como modelo).

quarta-feira, novembro 28, 2007

hà 70 anos a primeira vitória contra o vizinho

Hoje venho falar-vos de da 1ª vitória lusa contra "nuestros hermanos" na história da nossa selecção.Precisamente hà 70 anos!
E tem na realidade contornos curiosos. Portugal então treinado por Cândido de Oliveira disputou o jogo com 13 jogadores naquele que foi o 13º encontro entre Portugal e Espanha.

O jogo foi em Vigo, na Galiza, a 28 de Novembro de 1937.Portugal alinhou com João Azevedo; José Simões,Gustavo Teixeira; Mariano Amaro, Francisco Albino, Carlos Pereira; Adolfo Mourão, Artur Quaresma, Manuel Soeiro, PINGA e Alferdo Valadas, assim como Gaspar Pinto e Guilherme Espírito Santo.
No dia seguinte no jornal "Pueblo Galego",o jornalista galego escreveu: "...o triunfo alcançado por Portugal, muito justo e muito justo porque sobre o terreno de jogo se mostraram superiores em tudo: em forma, em classe e sobretudo em entendimento entre as diversas linhas da equipa."
Pinga fez o 1-0 (claro), Valadas o 2-0 e Gallart marcou o tento espanhol.
Depois do jogo, Cândido de Oliveira terá mostrado aos seus jogadores um pequeno chifre de marfim que o jogador Mourão encontrou escondido, atrás duma das balizas.Houve quem pensasse que teria sido feitiçaria para quebrar o "enguiço" (de não vencer aos espanhóis) que perdurava hà 16 anos !

O que é certo é que a alegria foi imensa, que parecia que Portugal tinha vencido um Mundial ! Rezam as crónicas, que quando o seleccionado passou por Espinho na sua viagem de comboio, houve fogo-de-artíficio!
Reparem agora no belo equipamento que a selecção ostentava naquela altura, com as cores verdadeiramente nacionais (azul e branco).Com as quinas a meio da camisa.
Por último, de referir que o penúltimo da direita para a esquerda em pé ao lado do senhor de boné, não é senão o grande madeirense e portista Artur de Sousa Pinga!


quinta-feira, março 15, 2007

"Palco da Fúria"



Hoje venho aqui partilhar o Documentário que eu realizei na Universidade em 2000.
Na altura frequentava eu a "cadeira" de Realização Audiovisual na Universidade Autónoma de Lisboa, quando nos foi proposto que realizássemos um documentário de 10 minutos, com tema à nossa escolha. Inicialmente era para ter feito este trabalho conjuntamente com um colega, mas por vários problemas, acabei por fazê-lo sozinho contra o que a professora desejava.
Deu-me imenso trabalho, pois tive que fazer todos os contactos, planificar o filme, fazer as entrevistas e até inclusive cheguei a ser também cameraman (com a minha camera amadora-Siemens).
A verdade é que foi considerado um dos melhores trabalhos e foi posteriormente exibido na Mostra de Video Português '00 na Videoteca de Lisboa, onde de resto, pertence ao seu arquivo.
Decidi centrar-me no Boxe, porque sempre foi um desporto que me interessou, acima de tudo, queria focar a sensação de entrar-se no palco. Como é estar circundado por aquele pequeno espaço e só temos uma solução atacar e evitar ser atacado.
O meu especial agradecimento ao pugilista focado no DOC, que infelizmente já não está entre nós.Paz à sua alma.
Espero que gostem, é só 10 minutos.



http://www.youtube.com/watch?v=YDO8_Lg07P8

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Receber o Óscar "entre amigos"


Não foi "and the oscar goes to..." porque a Academia, já de uns anos a esta parte decidiu acabar com esta frase e substituir por "and the winner is". Por razões de disciplina, e coerência, mas tinha mais piada: o "Óscar vai para...".
Quando vi Coppola, Lucas e Spielberg (brat pack dos anos '70) juntos a chegar para anunciar o Óscar de melhor realizador, percebi logo que Marty seria o vencedor.
O pequeno grande realizador Martin Scorsese finalmente ganhou a merecida estatueta, depois de várias tentativas frustradas em anos anteriores.É verdade que este óscar chegou tarde, mas para mim teria sido melhor entregue 30 anos atrás em 1976, quando Scorsese realizou (aquela que é para mim) a sua obra-prima: "Taxi Driver".Nesse ano, ganhou John G. Avildsen com "Rocky".Continuo a minha opinião que a melhor década cinematográfica foi os "seventies".

A 79ª cerimónia, daquele que é um dos maiores espectáculos do mundo, foi agradável e viu-se bem em 4 horas; acabou às 5 e meia da manhã.Ellen DeGeneres apesar de ser uma humorista que não me inspire muitas gargalhadas, aos poucos foi melhorando, mas teve melhor acima de tudo quando percorria junto à coxia, fazendo perguntas aos nomeados.Foi deveras engraçado ver Spielberg tirar uma fotografia digital numa compacta a Eastwood e DeGeneres, alegadamente para o "MySpace" dela.O grande trunfo da Ellen DeGeneres é a sua extrema descontracção.
De qualquer forma ainda não vi melhor apresentador para os Óscares do que Billy Crystal...

Os prémios propriamente ditos, não houve surpresas praticamente (só o de Arkin).Isto é um facto que retira um pouco de emoção ao evento, pois com a "carrada" de prémios que já tinham sido anteriormente entregues em outros festivais era previsto ser o Witthaker e a Mirren ganhar.Por isso é que eu até tenho mais interesse em ver os óscares nas categorias menos mediáticas e mais técnicas.
Nas categorias que eu pessoalmente tenho mais interesse: Fotografia e Direcção artística, ganhou o "Labirinto do Fauno".O que me quase obriga a ver o filme!
Não sou estilista, mas realmente o "guarda-roupa" em "Marie-Antoinette" é impressionante e parece-me ser um fiel retrato da época.Salve-se o guarda-roupa desse filme, porque de resto falta-lhe muito sal e pimenta...
Na categoria de documentário, foi melhor ter ganho "An inconvenient truth" pois dá destaque ao ambientalismo que nós necessitamos. No entanto, que é que o sr.Gore fez no seus tempos de vice-presidência dos EUA em prol do ambiente?!...
Na categoria que eu mais tinha curiosidade quando era mais pequeno :), a de Efeitos especiais ganhou "Piratas das Caraíbas 2". "Danish Poet" de Torill Kove vencedor como curta-metragem de animação parece ser um filmezinho interessante.Infelizmente não está no Youtube.
O melhor filme está bem entregue (e não me choca o facto de ser um "remake"!!!), embora não ficasse mal entregue a "Babel", no entanto, ressalvo que ainda não vi os outros candidatos.

Falando em beleza e glamour, destaco a Beyonce Knowles e a Cate Blanchett, cada uma no seu estilo antagónico.

Para o ano há mais !...

terça-feira, fevereiro 13, 2007

A Dança da Pança ("Belly's dance")

O Youtube.com, permite que visionemos e partilhemos videos de toda a espécie e mais alguma. O Youtube.com acaba também por ser um símbolo da globalização e do predomínio da imagem na sociedade actual. Está na altura de todos os "performers", dançarinos, artistas de rua, quer sejam de Nova Iorque , Tóquio ou Câmara de Lobos tenham direito ao seu "direito de antena".
Felizmente, há sempre alguém com uma camera para registar momentos que ficam para a história como este:
Obrigado SirMcDadA, hehe ! ;)

Re-Blogando

Pois é, depois de um hiato de 7 meses sem "blogar", cá estou eu de novo a escrevinhar neste cantinho. O ultimo post data de Julho de 2006, aquando o jogo Portugal-Inglaterra, depois veio o jogo com a França , e o que se sabe. Perdi a "pica" por causa dos franciús... :)

Não sei sinceramente, se terei uma participação muito regular no blog daqui em frente. Mas pelo menos , não estarei parado tanto tempo como estive. Nem que seja só para colocar uma imagem, um video ou um pequeno texto. Vou tentar divulgar mais Fotografia e Arte, também talvez "Cultura POP", não descurando obviamente o cinema e o futebol.

O ano é 2007 e a idade: 29, e com certeza não terei menos a dizer ou partilhar do que tinha o ano passado ou hà 3 anos (2004 tive um blog em Barceloca.com).
Obrigado pelas vossas visitas e "feel free to comment" !...

quarta-feira, julho 05, 2006

Dia de São Ricardo


Nunca mais dizer mal do Ricardo, é o que me apetece dizer! O homem merece ser condecorado ! É verdade, eu disse mal do Ricardo, mas agora tenho que reconhecer que o "balizeiro" de Montijo tem queda para os grandes momentos !
Incrível como defendeu 3 penalties e a concentração (repararam só na expressão dele?) que demonstrou ainda antes das mesmas grandes penalidades. Ficará para a história dos campeonatos mudiais! Parabéns a ele, e obrigado x 10.000.000 !
O jogo propriamente dito, teve mais pendor para o lado luso. Embora as equipas se tenham equivalido na forma como estavam organizadas.
A Arena de Gelsenkirchen provou ser um estádio talismã para nós portugueses!
Não quero deixar esta oportunidade passar de escrever aqui bem claro que Wayne Rooney é um jogador sebento, reles, com cara de porco cheio de raiva! Ainda mais estúpido, por não se aperceber que o árbitro estava mesmo atrás de si quando cometeu a barbaridade que cometeu acrescida de um empurrão ao seu colega de equipa Cristiano Ronaldo.
Lá mandamos a arrogante "velha albion" para casa, assim como a Holanda, agora só falta os sabichões dos Francius!

segunda-feira, julho 03, 2006

A batalha de Nuremberga

Se alguém ainda tem dúvidas que os jogos de futebol de hoje em dia são as batalhas que os países tinham entre si, no passado, então não viu o jogo de ontem!
A Holanda, essa nação com quem tivemos conflictos no nosso passado, entrou em campo, cheia de raiva e frustração devido aos últimos resultados que tiveram connosco dentro das 4 linhas (Euro'04, qualificação para o Mundial '02).
A entrada maldosa de Boulahrouz sobre Cristiano Ronaldo, foi nitidamente uma agressão com vista a inutilizar o "andorinha".
O árbitro aparte desse erro de não ter expulso o jogador neerlandês, até nem começou mal. Mas depois perdeu completamente o controlo do jogo.
Pela enésima vez, não enchemos o campo com futebol bonito, mas verdade seja dita, os jogadores tiveram uma grande capacidade de sacrifício e espírito de grupo. Aliados obviamente a uma boa organização e disciplina táctica, onde obviamente Scolari tem o seu mérito. Penso que o treinador da selecção nacional teve bem nas substituições. Pauleta não fez nada, nem iria fazer com certeza, visto que o açoriano é um caso de "estar em dia sim ou estar em dia não" , e mais nada poder se fazer quanto a isso.
Costinha foi "burro" e imaturo, pondo a equipa todo em risco com a sua mãozinha desnecessária. Já não é a primeira, nem segunda, vez que recorre a faltas completamente desnecessárias (algumas delas no meio-campo adversário). Cristiano Ronaldo, teve azar, mas também não é preciso esperar que o mundo tenha toda a atenção para ele! Deixe-se de choraminguices! Valha-nos Maniche, o único homem no futebol português que remata! E, claro está Ricardo Carvalho, o pronto-socorro, o "bombeiro", o super-defesa que está sempre na altura certa no lugar certo. Se não fosse ele, a Holanda teria marcado num determinado lance.
Tivemos muita sorte! Mas essa parece ser uma característica desta equipa, nesse aspecto admito que a Scolari deve ter mesmo algum pacto com a Nª.Srª. do Caravaggio !!! Cruzes credo !!!
Van Basten ainda teve a insolência de afirmar que nós fomos teatrais, Ahaha! Consegue ver o cisco no olho dos outros mas não a trave à sua frente!
Os holandeses foram holandeses...

Domínio ...em golos...

2-1 ! Vitória,3 pontos! O que leva as outras equipas a nos respeitarem mais. Contudo, não gostei da forma como a selecção foi dominada por uma equipa que estava com menos 1 elemento em campo (se tiverem dúvidas, olhem para as estatísticas) . E, que bom foi que ele (Bravo) tivesse falhado o penalty.
Maniche marcou, algo que nunca duvidei, pois Maniche é um grande jogador e merece estar neste lote, como eu sempre advoguei.
Postiga não jogou nada, quando é que Scolari vai perceber que o Hélder não é goleador, mas sim jogador para desgastar defesa ajudando ponta-de-lança.
Esta equipa mexicana foi deveras irritante e "queixinhas", provavelmente não têm feito a "siesta".
Agora que venham outros, mas é preciso jogar melhor!


quarta-feira, junho 21, 2006

Tugas 2 Ayatollahs 0



Jogámos melhor do que anterior jogo. Cristiano teve melhor. Figo sofreu falta escandalosa (sem repreensão!). Deco mostrou a sua magia. Irão teve as suas oportunidades. Árbitro francês foi mauzinho. Continuo a não gramar Scolari...

sexta-feira, junho 16, 2006

A gestão de resultado por Luis Felipe Scolari contra a Poderosa Angola


Bem,lá ganhámos...É verdade, mas esta selecção não me convence. Marcámos logo bem cedo, porque os angolanos entraram nervosos.
Achei fantástico o "seu" Scolari, meter o Costinha para defender o resultado contra a poderosa Angola! Que por sua vez (à conta da contenção lusa) ganhava cada vez mais ascendente até ao final do jogo.
O Figo mostrou que ainda é um grande senhor do futebol e o VERDADEIRO craque português, ao contrário daquele puto imaturo e exibicionista chamado Cristiano Ronaldo. Continua a não passar a bola, e armar-se em vedeta! O Figo com 21 anos não se portava assim, e nunca pôs o interesse individual acima do colectivo, foi isso que o tornou um dia, o melhor jogador mundial.
O Simão, já nem sei o que dizer! Será que sou o único que vejo que ele não tem categoria internacional?! O homem não tem poder de choque, não tem estampa física para competições internacionais.
O Maniche, entrou e criou perigo como é seu apanágio, bem o haja! O único português que remata fora de área!
Também penso que o Tiago devia ter saído mais cedo, pois o jogo não lhe correu de feição.
Enfim foi um jogo sem sal nem pimenta, para não recorrer a outras palavras mais chocantes.
Uma última nota de registo, parece que o nossos querido povo irmão brasileiro "torceu" por Angola! Com "irmãos" desses...
Agora veremos como é com o Irão.Se irão jogar bem ou não !....





segunda-feira, junho 12, 2006

Festival Intercontinental de Bola XVIII



Aí está o "Mundial" de futebol ! A maior festa da 10ª arte ! A época em que a sociedade torna-se "bolocêntrica".
O 1º "Mundial" que vi foi o do "México 86", recordo-me da repetitiva música, do mascote "Pique", do golo do Carlos Manuel, do maldito Smolarek, e das "bujardas" de Marrocos, entre muitas outras coisas...
Que seja um grande mundial, melhor que o anterior! Que fique para a história, pelas "estórias", pelos golaços, pelas jogadas plásticas, pelas figuras malucas.
Viva ao Futebol ! Viva ao Mundial !

ps- Pus aqui o poster do 1º Mundial de Uruguai 1930, porque é para mim o "poster" mais bonito de todos os mundiais.

domingo, junho 04, 2006


Com 6 nomeações para os "Oscares"- 2 delas nas categorias que me interessam particularmente: Fotografia e Direcção Artística, e imensos prémios em vários Festivais, fui com naturalidade assistir ao recente filme realizado por George Clooney.
A fotografia , aqui pela óptica de Robert Elswit (o mesmo de "Boogie Nights" ou "Magnolia") é interessante, sem encher o "olho". Quase toda a acção foi rodada no estúdio televisivo, com muito fumo. Devo dizer que nunca vi um filme tão tabagista como este! Quase todos os protagonistas fumavam a todo o tempo, o que até é eficaz quando a luz é bem usada, como é o caso neste preto-e-branco. O filme tem coerência estilística, e isso é de saudar. O design daquela década está lá.
Infelizmente, só numa nota à parte, tive a infelicidade, de visionar uma cópia já bem gasta (com riscos), esta que apresentaram no cinema. O som ainda pior. Mas pronto, antes ver o filme assim do que não chegar à R.A.M. !
David Strathairn obviamente que "rouba" o filme aos outros demais actores, pela própria narrativa que centra-se no "pivot" televisivo que desafia o sistema político vigente daquela epoca-50's nos E.U.A. Sem histrionias, é um registo sério, como o papel exigia.
Este é um filme obviamente, com um tema bastante americano, que a eles lhes diz mais do que a nós. No entanto, ficamos assim a conhecer melhor um importante momento histórico-político de um país supostamente democrático que perseguiu os comunistas. As imagens de arquivo do senador McCarthy Que fique bem claro que não sou comunista! :)
E, como este blog, é o espelho do meu espírito crítico e não de outros críticos de cinema (aqueles que muitas vezes , dizem mal dos bons filmes e dizem bem dos filmes insossos). Não me levarei pela crítica em geral, e não o coloco num alto pedestal. É natural, que o filme tenha sido sobrevalorizado pelo conteúdo político , pelo realizador, e pelo momento que os E.U.A. atravessa.
Não escrevo , nem digo que este filme seja uma obra fabulosa. É no entanto, um bom documento "estilizado" , com bons actores , mas acho que justifica-se mais na categoria de telefilme.





quinta-feira, maio 18, 2006

CONVOQUEM O Cristiano Ronaldo para o Euro sub 21 !!!


É isso mesmo, convoquem a melhor equipa possível para o Europeu de sub-21! Temos que ganhar o EURO SUB-21 ! O máximo a que uma nação, jogador, treinador aspira !
Afinal andei anos e anos enganado, cresci vendo os Mundiais, pensando que aquele evento era a montra dos melhores jogadores do planeta, e que levantar a taça da FIFA, era o sonho de muitos jogadores! Afinal ainda bem que abri os olhos graças a "Seu" Scolari!
O que nós queremos agora é o EURO SUB 21 ! Quero lá saber de Mundiais ! "seu" Scolari, ensinou-nos a " lei hierárquica" do seleccionador A, que é o "chefão" (fascista) que tá acima de tudo e todos, mas que o mais importante é ganharmos um torneiozito de jogadores mais jovens. Lógico?!
Realmente a estupidez não tem limites! A prova tá em "seu" Scolari!
Aquele simpático treinador que ganha 35 mil contos mês, para fazer um jogo por mês.
Aquele "cara"/careca que só mudou o seu sistema errado quando perdeu com a Grécia no 1º jogo do Euro, e que depois na final voltou a perder com a mesma congénere, em casa ! Fantástico!
Esta é em minha opinião a pior convocatória de sempre !
Vejamos alguns casos:

Ricardo - O Rei dos frangos, quanto mais frangos dá, mais fica com o lugar consolidado.
Quim- Mal jogou no slb esta época, nem nunca me convenceu...O Moreira é melhor.
Nuno Valente- Quantos jogos fez pelo Everton esta época?
Ricardo Costa- Prefiro o Pedro Emanuel...
Costinha- Não joga hà meio-ano ! Mas é amigo de Scolari !
Hugo Viana- Um dos maiores "bluffs" do futebol português, nem é titular do Valência.
Boa Morte- Nunca o vi, a fazer algo de fantástico na selecção
Simão- Não tem categoria internacional é bom jogador para liga nacional, idem de acima. Além de ter sofrido lesão grave.

Paulo Santos, Moutinho, Miguelito e QUARESMA ! Fizeram grandes épocas, mas isso não conta para nada! Coitados!
PORTUGAL PRECISA DE APOSTAR EM JOGADORES QUE FAÇAM A DIFERENÇA, NUM LANCE, NUM DRIBLE, NUM "TOQUE DE MAGIA", essa é uma das virtudes do futebolista português.ESSE É UM DOS NOSSOS TRUNFOS! Temos o Figo, o Cristiano Ronaldo e o QUARESMA!
Quaresma é um grande jogador, e daqui a uns anos será escandaloso, olhar para trás e constatar que não teve no mundial de 2006! O argumento da maturidade para a sua exclusão não é válido por 2 simples razões: a) Quando o jogador é "grande" não se olha ao BI, b)
Quaresma amadureceu muito este ano com Co Adriaanse!
É caso para dizer: Cristiano Ronaldo, agradece não seres jogador do FCP! (para bom entendedor)

ps- Só mais uma "coisinha", o sr.Madaíl que faça um favor a 10 milhões de pessoas, e demita-se do cargo depois do mundial! Mais uma vez mostrou não ter capacidade de liderança (veja-se altercação A.Oliveira x Scolari)

segunda-feira, maio 15, 2006

Mais um Caneco !


E venha daí mais um caneco!
A 13ª taça de Portugal e consequente 5ª dobradinha.
Quem diria que o teimoso holandês ficaria na galeria dos poucos treinadores históricos do FCP , que conquistam a dobradinha?
Não gostei muito do jogo. Mas o que importa é ganhar !
O Quaresma não se deixou influenciar pela "Scolarice" recente, tema que merece outro post, ainda espero pelas 20 h de hoje...
Cá está a imagem da alegria dos campeões, dos vencedores ! Obrigado FCP !

Missao: Humanizar Ethan


J.J.Abrams, homem em "alta" nos EUA, homem da TV , foi o convidado para completar a franchise da MI. Sinceramente, não sei se não terei efectivamente preferido o 2º filme. Mas para emitir melhor opinião, teria que o rever. Não gostei foi do 1º! Mas isso já foi a algum tempo, e também não sabia "ler" um filme por essa altura...
Voltando ao filme propriamente dito, fiquei decepcionado no início, com os créditos iniciais, esperava algo com acção adequado à famosa música. O que apanhamos é pura e simplesmente os respectivos nomes. Como diz Martin Scorsese , o genérico é bastante importante e lança o tom. Aliás, o próprio filme prescinde do famoso tema da série, penso que JJA quis remodelar completamente o conceito do filme...Com vantages e desvantagens.
A melhor secção do filme é na minha humilde opinião, a do rapto a Owen Davian (Hoffman) no Vaticano, embora como se saiba não tenha sido realmente filmada lá. É a parte do filme, em que se consegue tirar melhor partido do espírito da equipa, dos gadgets (que são deleitosos! Rói-te de inveja Bond ! :) . Mas também existe um "plano" em que o meu carro de sonho é explodido: o Lamborghini Murcielago ! Isso não se faz !!! :)
Este realizador quis claramente dar outra face ao agente Ethan Hunt (Cruise), mais humana, mais sensível, mais "gajo que leva vida normal", exceptuando o seu trabalho!.. E, para isso recorre muito a grandes planos onde se vêem os olhos lacrimosos, as "falinhas" românticas, a conversas pessoais em pleno trabalho (o que eu achei mal, recorde-se as conversas de Luther (Ving Rhames) com Ethan sobre a sua vida amorosa).
Hoffman está bem como o vilão, mas depois do que vi escrito, esperava uma interpretação fabulosa. É uma boa interpretação, não me levem a mal! Aliás, também partilho da opinião que P.S. Hoffmann é um grande actor.
Atenção a Maggie Q (Zhen) uma mulher bonita (verdadeiro cocktail genético, descobri que é Polaca-Irlandesa-Vietnamita-Americana)!
O final tem as suas reviravoltas e supresas, o realizador não foi capaz de "assassinar" a Julia (Michelle Monaghan)-querida de Ethan, o que teria óbvias quebras no box-office, mesmo que por momentos pensemos que ela realmente tenha morrido.
A morte do vilão tem a sua piada , originalidade e rapidez !
Filme de acção ,de entretenimento, para ver com pipoca e arrotar Coca-Cola! :)

segunda-feira, maio 08, 2006

Giaccomo onde tás?


Não foi certamente, o que eu, e aposto que muitos mais estavam à espera do novo "Casanova" de Lasse Halstrom. Lasse que refira-se, é até um realizador bem cotado no mercado artístico e comercial.
O filme de biográfico em relação ao maior amante de todos os tempos, tem pouco. Esta nova versão é uma comédia a puxar para o "burlesco". Comédia com alguns momentos de situações físicas caricatas, mas nunca se tornando uma comédia de culto, longe disso!...
O facto de o personagem principal ser Giaccomo Casanova é indiferente, podia ser perfeitamente outro qualquer veneziano daquele tempo. Onde está o Casanova que todos nós sabemos: culto, falador, boémio?
Heath Ledger não está à dimensão de uma "lenda" como Casanova, mas aí o argumento também tem culpas. Saliento o (iraniano!) Omid Djalikli no papel de Lupo, o ajudante de Casanova. Apesar de chegado a uma certa altura do filme, em que desaparece. Sienna Miller, preferimo-la loura com certeza, assim, não sei explicar porquê, mas perde beleza! Ainda aparece um Oliver Platt perfeitamente destinado como o "rei da banha". E, Jeremy Irons pela enésima vez volta num papel para personagem de "época", cumpre.
O argumento é simples ainda que contenha "trocas e baldrocas" de nomes e indivíduos.
A direcção artística e guarda-fato estão primorosas, verdade seja dita! Conseguimos entrar na Veneza do séc.XVIII, o que é um regalo para os olhos. A música como se esperava é da altura (não?) .
É um "filmezinho" para entreter com algumas risaditas, que apropria-se (desonradamente) do nome duma personalidade histórica e para criar uma aventura rocambolesca.
Quando se vê filmes assim até é fácil escrever uma crítica :)
Estou 99,9 % certo que a outra versão de Federico Fellini é muitíssimo melhor e que faz jus ao estatuto do seu realizador assim como do famoso retratado.

domingo, maio 07, 2006

A inflitração de Spike



E, pronto nem é preciso confirmar-se o que já é óbvio: Spike Lee é indubitavelmente um dos melhores realizadores actuais. No entanto, injustamente ainda não foi lhe reconhecido o justo valor que tem, assim como Martin Scorsese, só para citar um exemplo. Enfim, não caem no goto do mainstream "Hollywoodiano".
Não estou a referir-me concretamente a este filme, pois Spike dispõe de melhores filmes que este último "Inside Man". Este "Infiltrado" é uma nova jogada na carreira de Spike, optando por um tipo de filme, mais virado para o entretenimento. No entanto, quem reparar e conhecer bem a obra de Spike, sabe que estão lá muitas das marcas do seu cinema de "auteur".
O sub-contexto racial: o sikh que é confundido como árabe (situação que acontece ainda no mundo corrente) e prontamente apontado pelo pelo polícia; a conversa do italo-americano polícia sobre os "spics" (termo pejorativo para hispânicos); o comentário do detective Keith Frazier (Denzel Washington) sobre a "empertigada branca" Madeline White (Jodie Foster); e a ganância imoral do milionário judeu Arthur Case (Christopher Plummer).
Os "planos" fotográficos e arquitectónicos da querida Nova Iorque de Spike Lee.
Um tipo de "travelling" "sui generis", que já havia visto em "Clockers", em que o personagem (neste caso o detective) está parado mas move-se (o actor provavelmente está em cima do charriot).
O filme é de 2 horas, mas nem se nota! O que é bom sinal ! Existem muito flashbacks que prevêem o final que acaba por ser surpreendente.
Além de das excelentes interpretações (com um grande naipe de actores: Washington, Foster, Dafoe, Owen, Plummer) , há sempre o estilo visual do realizador que confere uma estética agradável, e ainda tem pitadas de humor, algumas bastante graciosas!
Denzel Washington oferece-nos realmente uma grande interpretação, perfeitamente enquadrado na personalidade do personagem.
O filme tem os seus componentes não tão bons: existem algumas implausibilidades em termos de argumento em todo o desenrolar da história- os polícias nem se deram ao trabalho de revistar o banco depois do assalto; a forma como Russell (Owen) sai do banco ileso; a facilidade com que Madeline (J.Foster) entra em negociações com o bandido,etc... Contudo se formos por aí, o cinema deixa de ser fantasia e imaginação e perdia a piada!
No cômputo geral, gostei bastante e aconselha-se , mas aconselho ainda mais os outros filmes de Spike Lee!